12.1.12

Quando o fim, é o fim


E me perguntam porque não acredito no amor. A questão não é essa, a questão é que ele existe sim, e é a coisa mais linda do mundo, mais o fato é que ele acaba, chega o fim, e eu não falo de um final feliz, simplesmente acaba, é seco assim, doloroso assim, de um jeito ou de outro ele acaba
E tem aquela melhor faze, a do típico frio na barriga, eles vão se conhecendo, a muita coisa para ser descoberto, fica um certo mistério no ar, e a vontade de conquistar e ser conquistado, quando se dão conta já estão namorando, chega as discussões idiotas de quem ama mais, e os telefonemas demorados, que termina sempre daquele jeito. ‘’A não, desliga você primeiro.” (mal de apaixonado). Ele te leva em casa, fala que você é a coisa mais linda do mundo, e até nota que você trocou de perfume, incrivelmente ele se torna a pessoa mais perfeita do mundo,você não imagina a vida sem ele, e tem ate o nome dos filhos, chega mais uma fase, e as brigas começam, ciúmes bobos, medo excessivo de perder.
Ele não te busca mais, as coisas mudaram e não a tanto tempo como antes, nenhuma ligação, nem uma mensagem boba, dizendo só que sentiu saudades, nada de nada, acaba, é o fim, o final é inevitável, seja por sua culpa, por culpa dele, por causa dos dois, ou simplesmente porque a relação ficou muito desgastada. Ironia, a pessoa fala que vai ser pra sempre, você é idiota o bastante de acreditar, uma hora ele vai embora e tem a cara de pau de levar seu coração junto, seu mundo desaba sobre sua cabeça, você termina todos os sábados, jogada sobre o sofá com uma tigela enorme de brigadeiro quente, achando que esconde do mundo debaixo dessas cobertas, chorando vendo romances baratos na TV.
É preciso se acostumar com perdas, as pessoas se vão, não quando param de respirar, mais sim quando te esquecem, chega o fim, resta uma saudade interminável, sentir falta dói, a saudade é entregar um pedaço de si a um alguém que um dia vai embora e você não se dava conta do quanto sentiria falta daquele pedaço, é como se seu coração não fosse capaz de se reconstituir. Não te mata totalmente, insiste em doer por partes, começa pelo coração, e te domina por inteiro, é uma morte silenciosa e lenta que te tortura sem piedade, sem compaixão, sem ao menos pedir licença, simplesmente vai invadindo, deixando pegadas por todas as partes, deixando marcas profundas. E como a mesma coisa que um dia te levou para o céu pode te jogar no inferno? Sim, sou a favor do não-amor, sou a favor da felicidade plena.
Aprenda cara pálida se o para sempre existisse, não fecharíamos os olhos eternamente, como se não bastasse, você passa a odiar as noites, incrivelmente, volta a ter medo do escuro, saber do vazio assombra, o silencio arrepia, o frio lá fora atormenta, não adianta fechar a janela, o frio vem de dentro, é o vazio mutilando. Gotas escorrendo pelo vidro, lágrimas escorrendo pela face, vento assoprando na janela, medo esvaindo do peito. Dentro, um grito por socorro, no silencio tímido. Pensamentos forçados como, “vai fica tudo bem amanhã”, mesmo que não fique, um dia o corpo para de sangrar, para de sentir, a ferida cicatriza ou cria uma coisa chamada resistência, no final um sussurro: “ vou tratar de dormir, e o tempo tratará de dar um jeito em todo o resto, incrivelmente nenhum som saindo da boca, é quando você percebe que as vezes é preciso ouvir o coração, implorando por amor próprio.

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